Cidade dos Animais




Autor Tópico: Grupo de Voluntários de Cascais  (Lida 3244 vezes)

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Offline gvcascais

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Grupo de Voluntários de Cascais
« em: Segunda, 05 Agosto 2013, 12:10 »
  • Grupo de Voluntários de Cascais

    A sua génese
     
    Porque quando existem objectivos muito concretos, uma exponencial vontade e uma fé inabalável, basta um só indíviduo para dar início a todo um processo, a GV inicia-se no Parque Marechal Carmona, em Cascais, com o trabalho de apenas duas pessoas com um forte sentido de cidadania e uma intrínseca consciência de que algo precisava de ser mudado na vida dos animais errantes do concelho.
     
    Tudo começa por essas duas pessoas irem alimentar e tratar os 3 núcleos de colónias felinas que existiam nesse parque, a que se foram juntando mais cidadãos anónimos, com a mesma vontade e objectivo, passando rapidamente da alimentação e dos cuidados paliativos para a esterilização dessas 3 colónias, com a ajuda de uma associação, controlando desta forma o completo descontrole de natalidade que de há muito se verificava nessas colónias e recuperando para adopção todos os bébés que até então tinham nascido e os adultos que com o tempo aprenderam a ser sociáveis, tornando assim estas colónias substancialmente mais reduzidas.
     
    Mas porque para lá dos muros do parque existia um mundo felino a aguardar igual oportunidade e sempre com a mesma consciência que enquanto cidadãos temos também obrigação de ter uma parte actuante, fomos alargando as áreas de intervenção e conhecendo cada vez mais pessoas com a mesma vontade e querer, até resolvermos criar uma associação, por forma a termos mais portas abertas e oferecermos uma maior credibilidade a quem pudesse pôr em causa os genuínos propósitos de simples cidadãos, embora aqui também se tenha o outro lado do espelho, o ser alvo dos que aprenderam a desconfiar do trabalho e dos propósitos das associações e a permanentemente as questionar.
     
     
    O seu objectivo e o seu trabalho
     
    A GV nasce com o único objectivo de esterilizar os gatos errantes do concelho de Cascais e de voltar a colocá-los nos seus habitats, ou recolocar, nas situações em que os locais de origem representavam ou passavam a representar perigo iminente para esses animais.
     
    Contudo, não conseguimos ficar indiferentes à quantidade de bébes existentes e que mereciam a oportunidade de uma vida a que tinham direito, com protecção e amor, tal como não podíamos ser indiferentes aos felinos mais adultos e que cobarde e barbaramente foram colocados na rua pelos que deveriam ser os seus protectores e não o souberam ser.
     
    Desta forma a GV alargou o seu objectivo, passando a ter também a componente da adopção, recolhendo e protegendo os animais que à partida reuniam as características para a inserção num lar, tal como desde início acabou por alargar a sua área de actuação, indo bem para além do concelho de Cascais e chegando a estender-se a várias zonas do país, de onde tivemos alguns GVilles (designação que carinhosamente damos aos nossos meninos protegidos).
     
    O nosso trabalho assenta pois, na captura dos gatos errantes, na sua esterilização, na sua recuperação quando doentes ou feridos, na devolução dos mesmos aos seus locais de origem e na recolha e protecção dos que são adoptáveis pelo seu perfil comportamental, sendo estes últimos testados para o vírus do Fiv e para o vírus do Felv e também vacinados, sendo que todos os animais que entram nas instalações da GV são sempre desparasitados interna e externamente, mantendo-se a sua regularidade com os que ficam para adopção.
     
    A GV também tem a componente de ter a seu cargo a protecção efectiva de algumas das colónias de Cascais, alimentando-as e proporcionando-lhes abrigos sempre que possível.
     
    Esta associação não tem como filosofia a eutanásia de animais recuperáveis, nem de animais positivos ao vírus do Fiv ou do Felv, promovendo sempre também a adopção destes animais, informando e aconselhando os adoptantes sobre estes vírus e cuidados a ter, sendo que os animais com o vírus do Felv se encontram na associação separados de todos os outros, visto que para nós a eutanásia é entendida apenas como um acto derradeiro de amor para com o animal em sofrimento e irrecuperável.
     
    Porque sabemos o quão é importante uma boa alimentação, sendo meio caminho para uma boa saúde e maior longividade, apostamos numa ração de qualidade, principalmente por sabermos as carências com que nos chegam os animais de rua, embora se traduza num esforço acrescido por parte da associação, mas também por isso e juntando a todas as outras necessidades básicas de uma associação e às usuais faltas de meios financeiros que caracteriza a maioria das associações, é que promovemos campanhas de angariação de fundos, tanto em dinheiro como em géneros, bem como eventos para venda de artigos geralmente feitos por voluntários da GV, ou que outras pessoas nos oferecem para esse mesmo fim.
     
     
    Metas a atingir
     
    Temos consciência e sabemos que não existem animais de rua, mas sim animais deitados à rua por seres desprovidos dos valores mais básicos do ser humano e porque todos aqueles que apelidamos de rua não são mais do que esses mesmos animais e seus descendentes, porque também aqui não houve uma consciencialização e educação para uma política de esterilização por parte dos detentores desses animais, nem por parte dos orgãos camarários.
     
    Sabemos que temos obrigatoriamente um compromisso moral a cumprir para com os animais, particularmente no que concerne aos cães e aos gatos, já que fomos nós, humanos, que os retirámos do seu primário estado selvagem e os tornámos domésticos, devendo por isso promover a sua integral protecção, eles só coabitam connosco e vivem entre nós porque lhes retirámos as suas origens.
     
    Por estas realidades incontornáveis e incontroversas, é que consideramos a importância de que se reveste o nosso papel na mudança de mentalidadas, quer seja a nível da educação nas escolas, fornecendo informação e debates sobre o tema, quer seja a nível dos cidadãos em geral, quer seja a nível dos cidadãos de um concelho em particular e até mesmo do bairro em que cada um de nós está inserido, quer seja a nível camarário.
     
    Somos apologistas de um trabalho de parceria e cooperação entre os cidadãos, entre as diversas associações de protecção animal e as respectivas câmaras, que devem assumir um papel crucial num processo desta envergadura e natureza e não é por certo solução as câmaras demitirem-se ou declinarem responsabilidades neste âmbito e encurtarem caminho pela via do extermínio em massa dos animais, que alguém antes e num perfeito incumprimento de deveres morais, cívicos e legais, os ditou a um calvário de sofrimento, quando primáriamente competia às câmaras fazerem accionar as penalidades contempladas na parca lei existente para protecção dos animais e nunca o sentenciar as vítimas.
     
    As câmaras devem de ser o embrião do exemplo a dar de cidadania e devem perceber que a maior ou menor competência que podem demonstrar, deve sempre começar pelo trabalho que executam na base da pirâmide, ou seja, pelos mais desfavorecidos e desprotegidos e esses, quer queiramos ou não, são os animais, pois não têm voz para reclamar os seus direitos, para reclamar o direito mais básico que um ser vivo pode exigir, a vida.
     
    A maioria das câmaras, se não todas, tem ao seu alcance os elementos base para nesta àrea alcançar projectos de sucesso, podendo inclusive poupar muito erário público, ao aceitar dos cidadãos e das associações, mão de obra não remunerada, num perfeito e harmonioso trabalho de cidadania e cooperação e ao canalizar os seus funcionários, onde se inclui o médico veterinário, para tarefas construtivas, produtivas e positivas.
     
    Ao invés de gastar muito mais dinheiro no que representa a eutanásia de cada animal, facto já devidamente comprovado e porque existe a própria remuneração desses mesmos funcionários, o horário laboral dos mesmos deveria ser aplicado na esterilização dos animais errantes, no tratamento dos mesmos e até no apoio a famílias carenciadas que tenham aninais sob a sua protecção, podendo evitar desta forma eventuais futuros abandonos por total falta de recursos e promovendo campanhas de adopção numa parceria com associações e voluntários, sejam eles cidadãos em nome individual, ou agregados a alguma associação.
     
    As câmaras devem aceitar o conceito de animal comunitário e trabalhar nesse mesmo sentido e ao invés de criar leis que penalizam os cidadãos que se vêem obrigados a substituir-se num papel que deveria ser também das câmaras, devem ter como obrigação informar os cidadãos em geral e apoiar em particular os cidadãos que se oferecem voluntariamente para executar tarefas comunitárias, como aqui é o caso.
     
    Dar exemplos de humanismo é algo que compete a todos e deveria começar pelas próprias câmaras, este é o repto que a nossa associação lança a todas as câmaras do nosso país, façam como nós, primam pela diferença, nem melhores, nem piores, apenas diferentes.
     
     
    Grupo de Voluntários de Cascais
     
     
    Informação / Contactos:
     
    Adopções: 913 250 766 ¤ Geral: 937 393 960
    E-mail : g.voluntarios@gmail.com
    Site: www.grupovoluntarios.org
     
    Sede:
    Rua António Andrade Junior, Edf Cascais Sol, Lote 4, 3º
    Esquerdo 2750-654 Cascais
     
    NIPC: 507 198 484

    Offline gvcascais

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    Re: Grupo de Voluntários de Cascais
    « Responder #1 em: Segunda, 05 Agosto 2013, 18:31 »
    Número de animais actualmente a cargo da GV:

    GV = 56 ** FAT = 4 ** Internados = 0 ** Total = 60

    Adultos GV = 33
    Adultos FAT = 4
    Adultos Internados =0
    Total Adultos = 37

    Bébés/Jovens GV = 23
    Bébés/Jovens FAT = 0
    Bébés/Jovens Internados = 0
    Total Bébés/Jovens = 23


    Offline acpoliveira

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    Re: Grupo de Voluntários de Cascais
    « Responder #2 em: Sexta, 13 Setembro 2013, 14:20 »
    Actualização a 13/09/2013:

    Número de animais actualmente a cargo da GV:

    GV = 60 ** FAT = 5 ** Internados = 0 ** Total = 65

    Adultos GV = 35
    Adultos FAT = 5
    Adultos Internados =0
    Total Adultos = 40

    Bébés/Jovens GV = 25
    Bébés/Jovens FAT = 0
    Bébés/Jovens Internados = 0
    Total Bébés/Jovens = 25

    Offline gvcascais

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    Re: Grupo de Voluntários de Cascais
    « Responder #3 em: Sexta, 27 Setembro 2013, 12:09 »
    Espaço GVille foi "mobilado" e concebido a pensar no conforto dos gatos, tentando reproduzir-se o ambiente de uma casa/sala de estar. Os gatos têm uns sofás confortáveis para se deitarem, caminhas e toquinhas para os mais tímidos... Os gatinhos super tímidos costumam reunir-se em cima dos roupeiros... ( é a "malta dos armários..." ). Para os brincalhões, há montes de brinquedos para se entreterem mas claro... estes meninos estariam todos bem melhor numa casinha!





    Offline gvcascais

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    Re: Grupo de Voluntários de Cascais
    « Responder #4 em: Sexta, 27 Setembro 2013, 12:12 »
    Anne

    A Anne faz parte do grupo dos Cindo gatinhos resgatados em S. Dopmingos de Rana (Anne, georgina, Julien, Dick e Timmy), pois ficaram sem a mãe; é super meiguinha e brincalhona.




    Joy

    O Joy veio para a GV com mais dois irmãos - a Jenny e o Picachú. É meiguinho e pequenino.




    Offline Mica

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    Re: Grupo de Voluntários de Cascais
    « Responder #5 em: Quinta, 03 Outubro 2013, 22:06 »
    Que lindo que é o Joy! Mesmo carinha de quem necessita de carinho.  :( Vou ajudar na divulgação dos dois...

     


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